Mostrando postagens com marcador resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenhas. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Resenha: A Escolha, Nicholas Sparks


Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 303
Ano: 2012
Nota: 4/5

Sinopse: Travis Parker possui tudo o que um homem poderia ter: a profissão que desejava, amigos leais, e uma linda casa beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte. Com uma vida boa, seus relacionamentos amorosos são apenas passageiros e para ele, isso é o suficiente. Até o dia em que sua nova vizinha, Gabby, aparece na porta. Apesar de suas tentativas de ser gentil, a ruiva atraente parece ter raiva dele. Ainda sim, Travis não consegue evitar se engraçar com Gabby e seus esforços persistentes o levam a uma jornada que ninguém poderia prever. Abrangendo os anos agitados do primeiro amor, casamento e família, A Escolha nos faz confrontar a questão mais cruel de todas: Até onde você iria manter o amor de sua vida?

Ai, Nicholas Sparks... A romântica que não ama suspirar com seus romances que atire a primeira pedra! E, mais uma vez, eu terminei a leitura ainda mais apaixonada pelo autor e suas histórias que, apesar de qualquer coisa, continuam encantando todo amante de romance.

A Escolha conta a história de Gabby e Travis, vizinhos que amam cachorros e parecem não se dar muito bem a princípio. Até que então, uma situação os força a se conhecerem melhor e darem mais uma chance ao relacionamento "vizinho-vizinha". E é aí que o sentimento entre os dois começa a surgir...

Sempre que eu falar ou escrever sobre os romances do Nicholas citarei algo que é inerente às suas histórias: família. Acredito que esse é, foi e sempre será o foco do autor, que deve ter um relacionamento maravilhoso com sua esposa e filhos; pelo menos é o que ele deixa transparecer ao falar sobre nos livros e em seus agradecimentos.

Fiquei muito feliz em ler a história e não ficar relembrando ou comparando algumas das situações com as de outras do autor, como foi o que aconteceu quando li Um Porto Seguro e Um Homem de Sorte. Apesar de ter achado esse livro um tanto quanto breve em seu conteúdo, eu gostei da leitura, porém, não pareceu algo tão característico do Nicholas Sparks. Não sei exatamente o porquê, mas talvez eu esperasse me surpreender de uma forma diferente e mais intensa. Em outras palavras: amei o livro, mas, ao mesmo tempo em que sabia estar lendo algo dele, alguns momentos não me deixavam acreditar nisso.

Sei que ficção é literalmente ficção, mas o autor sempre escreveu algo baseado no que pode acontecer na vida real (ou não). Confesso que fiquei decepcionada com a rapidez com a qual os personagens disseram "Eu te amo" um ao outro e com a atitude de um deles, exatamente porque nunca imaginei que o Nicholas pudesse escrever algo assim e porque, para mim, a maioria dos personagens dele sempre teve atitudes "certinhas". Porém, a conclusão de todo o romance e a maneira linda de como ele consegue envolver o tema família na história, me faz reconsiderar qualquer coisinha que tenha me chateado. É, ele realmente sabe como tocar seus leitores de forma profunda...

O livro é dividido em Prólogo, Parte Um, Parte Dois e Epílogo. O Prólogo desperta a nossa curiosidade em relação à Parte Dois, que é breve, mas uma conclusão da Parte Um após aproximadamente onze anos. A narração é a típica do autor, sempre em terceira pessoa, mas revelando momentos de ambos os personagens. Quanto a eles... Gabby me pareceu ser equilibrada, mas influenciável; e Travis, o típico garanhão pelo qual, conhecendo seus históricos amorosos, eu tentaria jamais me apaixonar, confesso.

Ao concluir a leitura, "A Escolha" me pareceu o título perfeito para este livro. E, novamente, Nicholas Sparks nos faz refletir sobre os temas amor, casamento e família.

Nem preciso falar que é quase uma leitura obrigatória para os fãs do autor e de romance, né?

"- O amor é uma coisa maravilhosa. Faz a vida valer a pena. Eu amo amar.
- Você fala como se tivesse bastante experiência. Mas mantenha em mente que o verdadeiro amor dura para sempre.
- Os poetas diriam que o verdadeiro amor sempre acaba em tragédia." (Página 154)


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Resenha: Um Porto Seguro, Nicholas Sparks


Nada mais justo como voltar às resenhas com um livro do meu autor favorito de romance, não? Pois bem... Resenha de Um Porto Seguro para vocês conferirem! 

Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Páginas: 414
Ano: 2012
Nota: 4/5

Sinopse: Quando uma mulher misteriosa chamada Katie aparece repentinamente na pequena cidade de Southport, na Carolina do Norte, questionamentos são levantados sobre seu passado. Linda, mas discreta, Katie parece evitar laços pessoais formais até uma série de eventos levá-la a duas amizades relutantes: uma com Alex, o viúvo, com um coração maravilhoso e dois filhos pequenos, a outra com sua vizinha muito franca, Jo. Apesar de ser reservada, Katie começa a baixar a guarda lentamente, criando raízes nessa comunidade solícita e tornando-se próxima demais de Alex e de sua família. No entanto, quando Katie começa a se apaixonar, ela se depara com o segredo obscuro que ainda a assombra e a amedronta: o passado que a deixou apavorada e a fez cruzar o país para chegar no paraíso de Southport. Com o apoio simpático e insistente de Jo, Katie percebe que deve escolher entre uma vida de segurança temporária e outra com recompensas mais arriscadas... e que, no momento mais sombrio, o amor é seu único refúgio.

Que o Nicholas Sparks é um ótimo autor de romance nós sabemos. Mas, confessemos, às vezes temos um medinho que ele nos decepcione... Assim que peguei este livro na estante para ler, depois de mais de um ano em que li Um Homem de Sorte – que não me agradou tanto -, eu desejei que gostasse muito, mas sem criar uma grande expectativa, pois não queria me decepcionar. Além de estar com saudade de um livro dele, eu também queria já estar com este lido, para quando estrear nos cinemas do Brasil, eu correr para conferir a adaptação.

Um Porto Seguro conta o romance da misteriosa Katie e o charmoso Alex. Katie vai à Southport para fugir de seu passado, Alex é viúvo e pai de duas crianças. Em meio a uma cidade pequena suas vidas se cruzam e, aos poucos, os dois vão se aproximando. Porém, o passado de Katie a amedronta, o que faz com que ela se torne uma pessoa reservada.

A verdade da vida é que eu sempre vou esperar que o Nicholas escreva um romance que me conquiste tanto quanto Querido John, livro de sua própria autoria e o meu favorito de romance, o que significa que o considero o melhor do autor. Porém, parece um pouco complicado...

Gostei bastante do livro Um Homem de Sorte, e Um Porto Seguro me fez suspirar ao começo da leitura e amar o final da história... Mas sinto falta de algo original do autor. Assim como em Um Homem de Sorte, eu senti que o livro foi uma mistura de pequenas coisas de seus anteriores. Tirando esse detalhe, o livro é lindo, a história é linda e apaixonante e o final, apesar de previsível, tem algo que nos surpreende.

AMO o fato de o Nicholas sempre falar sobre família em seus livros, acho que essa é uma característica que faz com que seus romances se tornem ainda mais delicados e emocionantes. O personagem Alex, viúvo há pouco tempo, é um pai super atencioso, fazendo o melhor que pode aos seus filhos, que perderam a mãe muito cedo. Portanto, para ele, a mulher ideal para se apaixonar seria aquela que cuidasse de seus filhos de uma maneira carinhosa e atenciosa, como se fosse a própria mãe.

Katie é uma personagem forte que, mesmo frágil algumas vezes, demonstrou ser alguém que sabe o que quer e o que merece. Quanto a Jo, eu a amei, apesar de pouco aparecer ela tem uma participação bastante importante. E Alex... Ah, ele é um homem pelo qual, com toda a certeza, eu me apaixonaria. Aliás, que mulher não se apaixonaria pelos homens criados pelo Nicholas?

A leveza da escrita e a narração do autor nos fazem devorar o livro rapidinho, como sempre. Os capítulos são narrações alternadas de Katie, Alex e Kevin – personagem sobre o qual eu nada direi - , fazendo com que os conheçamos melhor, através de seus pensamentos e sentimentos, mas também somos levados, em alguns momentos, ao passado de Katie.

Este é um livro do qual vale a pena a leitura. Porém, cuidado para não ir com muita sede ao pote e esperar demais de uma história simples – mas intensa e emocionante -, da qual talvez você já tenha lido algo parecido neste mundo literário.


"Eram ideias irracionais e ilógicas, que iam contra tudo o que ela tinha prometido a si mesma quando se mudou para Southport. Mas Katie percebeu que queria que ele a conhecesse melhor. Ela queria que ele a entendesse, porque tinha a estranha sensação de que ele era o tipo de homem pelo qual ela poderia se apaixonar, mesmo que não quisesse." (Páginas 136 e 137)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Resenha: Obsidian, Jennifer L. Armentrout

Autora: Jennifer L. Armentrout
Páginas: 335
Nota: 5/5
Sinopse: Começar de novo é uma porcaria. Quando nos mudamos para West Virginia antes do último ano de curso, eu tinha me resignado ao sotaque engraçado, ter conexão de internet ruim e me cansar da vida monótona como uma ostra... até que eu vi meu vizinho sexy, tão alto e com esses impressionantes olhos verdes. As coisas pareciam estar melhorando. E então ele abriu a boca. Daemon é insuportável e arrogante. Nós não nos damos bem. Nada, nada bem mesmo. Mas quando um estranho me atacou e Daemon congelou o tempo, literalmente, com um movimento de sua mão... Bem, algo aconteceu... inesperado. O sexy alienígena que vive do outro lado da rua. Sim, você ouviu direito. Alien. Acontece que Daemon e sua irmã têm uma galáxia cheia de inimigos que querem roubar suas habilidades, e o toque de Daemon fez com que eu parecesse um daqueles sinais luminosos em Las Vegas. A única maneira de sair dessa viva é ficar colada a Daemon até que minha "luz" extraterrestre se apague. Isso se eu não matar a Daemon antes, claro.

Eu apenas amo os livros da Jennifer L. Armentrout, me apaixonei pela escrita dela quando li Half Blood pela primeira vez (em breve, resenha) e desde então eu estava louca para começar a ler a outra série dela, Lux, que tem Obsidian como primeiro livro.

Logo nas primeira páginas eu já gostei da Kat, além dela ter um blog de resenha e ser apaixonada por livros, ela também é muito engraçada, eu ri muito ao longo do livro, tanto com ela quanto com o Daemon.

"Eu corri para cima, liguei meu laptop e verifiquei minha resenha que eu tinha postado ontem à noite. Sem comentários, pessoas são uma droga, mas eu ganhei cinco novos seguidores. Pessoas são demais. "

Katy acabou de se mudar para West Virginia com a mãe e logo descobre que é vizinha de dois gêmeos, Dee e Daemon, ambos com idades próximas a dela. Kat imediatamente fica amiga de Dee, apesar da constante implicância de Daemon com a amizade das duas. Daemon a odeia sem nenhuma razão e toda vez que eles se encontram eles querem ou matarem um ao outro ou se beijarem loucamente.

"Daemon: Parece que você tem doze anos, não, talvez treze anos, minha irmã tinha essa boneca que meio que me lembra de você, olhos grandes e vazios."

Mas coisas estranhas sempre parecem acontecer ao redor dos gêmeos e quando Daemon, depois de uma discussão com Kat, para o tempo e impede um caminhão de atropelá-la, Kat descobre que ele e Dee são aliens chamados Luxen, seres de luz. Eles podem andar na velocidade da luz, formar fogo com um único pensamento, mover objetos, entre diversos outros poderes.

Daemon, em razão de ter usado seu poder perto da Kat deixou-a com uma marca, ou seja, a aura dela ficou brilhando como fogos de artifício, todos os Luxen sempre que usam um de seus poderes deixam marcas nos humanos, o que os deixa em perigo, pois os Arums, seres de trevas, que visam destruir todos os Luxen, podem enxergar essa marca e torturar os humanos que a possuem, para então acharem os Luxen. Kat então tem que ficar perto de Daemon, até que sua marca desapareça, e tentar não ser morta pelos os Arums ou matar o Daemon ao longo do caminho.

Daemon é um total idiota com a Kat, mas ao longo do livro descobrimos o porquê de toda a implicância com ela e os humanos, mas apesar de todo o ódio entre eles há também uma enorme atração que nenhum deles consegue ignorar. Kat e Daemon viraram o meu casal favorito, com todas as brigas e os momentos fofos não tem como não torcer para os dois ficarem juntos.

Daemon: "Você provavelmente sonha comigo." Seu olhar baixou para minha boca. Senti meus lábios se partirem. "Eu aposto que você escreve meu nome em seus cadernos, várias vezes, com corações desenhados em torno dele."

A escrita da Jennifer, é totalmente viciante, não conseguia largar Obsidian nem por um minuto, mas infelizmente aqui no Brasil ainda não foi publicado, o que eu acho uma pena pois Obsidian é um livro que toda pessoa que gosta de romance, ação e aventura tem que ler!

E como a Kat diz, esse é um esqueça-seu-dever de casa, largue-seu-trabalho e não-alimente-seus-filhos tipo de livro.

"Eu sempre fui capaz de me perder na leitura. Os livros eram uma fuga necessário que eu sempre alegremente pulei de cabeça "

quarta-feira, 13 de março de 2013

Resenha: Sweet Evil, Wendy Higgins

Autora: Wendy Higgins 
Páginas: 447
Ano: 2012
Nota: 5/5
Sinopse: E se existissem adolescentes que vivem para serem más influências?Essa é a realidade para filhos e filhas de anjos caídos.  Anna Whitt nasceu com o sexto sentido de ver e sentir as emoções de outras pessoas. Ela está ciente de que vive uma batalha interior, uma atração inevitável para o perigo. Mas ela sempre teve a vantagem de seu lado angelical para equilibrar essa escuridão. Até que ela completa dezesseis anos e conhece o sedutor Kaidan Rowe, então ela descobre seu terrível linhagem e sua força de vontade é testada. Seu pai te avisou sobre esse tipo de garoto.  Se pelo menos alguém tivesse avisado Anna.

Eu não tenho palavras para descrever o quão incrível esse livro é! Wendy Higgins criou um mundo totalmente viciantes com personagens, enredo, e até mesmo vilões envolventes. A personagem principal, Anna, apesar de fazer algumas coisas um pouco irritantes, é muito esperta, forte e decidida.

Anna é a típica garota certinha, faz os deveres, presta atenção nas aulas, não bebe ou fuma, nunca mente e raramente vai à festas. Só que ela não é uma garota comum, ela consegue ver as auras das pessoas à sua volta, além de ter o olfato, visão e audição bem desenvolvidos e poder ouvir, sentir e ver coisas que estão a quilômetros de distância.

Jay, o melhor amigo de Anna, consegue convencê-la a ir para um show de sua banda favorita, e é la que ela vê pela primeira vez Kaidan, o baterista da banda. Ele imediatamente chama a atenção de Anna tanto por ser incrivelmente bonito, quanto por não ter nenhum tipo de aura ao seu redor.

E é ai que a história realmente começa, Anna descobre que ela é uma nephilim, só que ao invés de ser filha de um demônio com um humano, ela é filha de um demônio com um anjo e por isso é diferente dos outros nephilins, que são a maioria malvados e que foram criados desde criança por seus pais demônios, chamados Dukes.

Cada Duke é encarregado de trazer algum mal para Terra, o pai de Anna que está na cadeia desde que ela nasceu, é o Duke das substâncias ilegais.

Anna querendo saber um pouco mais sobre quem ela realmente é, embarca em uma viagem junto com Kaidan, filho do Duke da luxúria, para o convento de Los Angeles, onde ela nasceu e onde sua mãe morreu logo depois do seu nascimento.

Kaidan e Anna se tornaram o meu casal favorito, o romance dos dois é envolvente e muitas vezes ao longo do livro me fizeram ficar aflita com a impossibilidade do relacionamento deles, desde que os dois são nephilins e um relacionamento entre eles é proibido pelos Dukes.

Kaidan é extremamente charmoso, e o tipo de bad boy que tem um ar de perigo mas ao mesmo tempo é irresistível, ele também é o tipo de personagem que acha que não merece amor e luta o tempo todo contra os sentimentos da mocinha.

Uma outra coisa que eu gostei sobre Sweet Evil, foi que a autora em vez de colocar cada cor das auras atrás do livro, como Alyson Noel fez em Para sempre, ela mesma, cada vez que citava alguma aura, já dizia o que aquilo significava, o que fez com que o ritmo da leitura não fosse interrompido.

O final foi algo totalmente inesperado, que me fez ficar extremamente ansiosa para o próximo livro, Sweet Peril. Aqui no Brasil, Sweet Evil infelizmente ainda não foi publicado.

Nível de inglês: Médio 


quinta-feira, 7 de março de 2013

Resenha: Beijada por um Anjo 5 - Revelações, Elizabeth Chandler


As resenhas dos livros anteriores dessa série já foram postadas aqui. Ok, até eu acho que as resenhas ficaram um pouco parecidas, exatamente pelo fato de a série não ter mudado a minha opinião sobre ela após esse livro. Mas, está aí... Confira!

Resenhas anteriores:

Autora: Elizabeth Chandler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Ano: 2012
Nota: 3/5

Sinopse: Depois que Ivy descobre que Tristan está no corpo do assassino Luke, a vida deles toma um outro rumo. Tristan se esconde da polícia e Ivy não sabe onde localizá-lo. Para piorar as coisas, Beth está cada vez mais distante e estranha, e só Ivy sabe o que realmente está acontecendo com ela.
Ao descobrir o paradeiro de Tristan, Ivy não se contém e corre para ele, apesar do risco de ver seu amor descoberto. Para conquistar sua liberdade, Tristan, com a ajuda da namorada, tentará descobrir em que encrenca se meteu o garoto que lhe empresta o corpo. E, na busca de evidências, Tristan e Ivy percebem que existem mistérios sobre os quais eles não têm controle e que podem levá-los por um caminho sem volta. Além disso, a interferência de Tristan sobre o destino de Ivy deverá ser punida duramente. Pode ser que um deles não viva por muito mais tempo. 

É difícil começar a resenha de mais um volume de uma série que não me agrada muito. Mas, apesar de alguns detalhes, Revelações é o melhor livro de Beijada por um Anjo.

Depois de descobrir quem é Luke, a vida de Ivy tem uma mudança ainda maior. Algo que aconteceu durante o verão tem uma enorme conseqüência, mas Ivy decide arriscar sua vida por amor. A partir disso, a história se envolve em mistério e suspense. E, confesso, foram as únicas coisas que conseguiram me prender às páginas do livro.

Considero este o melhor da saga, mas a minha nota em relação a ele em hipótese alguma aumenta, mantendo a mesma que a de todos os outros. O único livro da série que se equipara é o terceiro, Almas Gêmeas, o qual, como disse na resenha do mesmo, deveria ser o final definitivo, mantendo-a como uma trilogia.

O mistério na história é o melhor do livro. Amo mistério e suspense, e a autora sabe muito bem escrever ambos. Só que ainda assim, achei que faltou um pouco de criatividade, pois o fechamento do que envolve a primeira parte da série e este (que, ao menos, ela não enrolou mais um livro para escrever) se parecem e muito. Só gostei mais deste livro por não envolver tanto anjos, que, também já dito em uma das resenhas anteriores, mais especificamente na de Destinos Cruzados, considero um tipo estranho e bem chatinho.

Durante toda a leitura pareceu-me que a autora transformou tudo em algo um pouco espírita, fugindo demais do foco inicial da série, envolvendo reencarnação e possessão, o que deixou-o com um toque sombrio. Nada contra, mas, a partir desse momento, que acontece ao final do quarto livro, a série caiu ainda mais no meu conceito, pois a história passou a ficar um pouco forçada. E continuo achando que foi desnecessária uma continuação para a primeira parte.  É claro que é uma questão de opinião, mas...

Não vou negar que a escrita da autora é muito boa e que consegue envolver o leitor. A diagramação do livro é bonita e super a ver com o tema anjos. E, sim, eu estou querendo logo ler o sexto e último livro, porque mesmo que não seja uma série da qual eu goste muito, o que acontece ao final desperta uma grande curiosidade. E quero conferir se irá dar tudo certo com Ivy e Tristan (o que, de fato, seria um tanto quanto estranho).

"Ela riu e disse: - Está bem, lembre-se disto, de agora em diante: fins são começos, e somos nós que devemos transformar os começos em coisas boas." (Página 173)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Resenha: Um Dia, David Nicholls

Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Páginas: 416
Ano: 2011
Nota: 5/5
Skoob


Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Minha expectativa quanto a este livro era enorme, principalmente pela sinopse e por ter sido tão bem falado na época de seu lançamento. Confesso, tenho um grande medo de me decepcionar quando falam muito bem de um livro e, por isso, sempre deixo a euforia baixar um pouco para poder lê-lo sem influências.

Um Dia conta a história de Emma e Dexter que se conhecem na noite da festa de formatura da faculdade. Com seus futuros desconhecidos, onde eles estarão nos anos seguintes? E como manterão contato depois de uma noite marcante em suas vidas?

Este livro é um tanto quanto diferente do que o que eu imaginava, a história em si, a base... Mas, diferente de uma forma boa, porque superou as minhas expectativas. Ele é realmente além do que eu esperava.

O dia base do livro é 15 de julho, exatamente porque foi o dia em que Em e Dex se conheceram e, ao final, ele tem uma extrema importância também. Assim, é sempre narrado o que Emma e Dexter estão fazendo neste mesmo dia dos anos de 1988 a 2007. Isso não altera em nada o entendimento da história, Nicholls faz um breve resumo contando ao leitor o que ocorreu entre os dias 16 de julho do ano anterior a 14 de julho do respectivo ano. Achei essa forma de narração diferente e nem um pouco maçante, ela deixa o leitor bem curioso em relação às mudanças nas vidas dos personagens.

Emma e Dexter são personagens já adultos, quase independentes, mas com seus defeitos e qualidades. Muitas vezes me irritei com ambos, principalmente com Dexter, com suas atitudes um pouco idiotas. Mas compreendi que são fases pelas quais uma pessoa pode passar.

O livro arranca lágrimas dos apaixonados por romances. Ficamos torcendo para que Dex e Em fiquem juntos, queremos dar um soco nos personagens quando nos irritamos ou decepcionamos com eles, suspiramos quando acontecem coisas lindas e fofas... É certo de que Um Dia é muito envolvente e emocionante. E o final? Foi totalmente inesperado para mim! Ao menos tive a certeza de que os poucos spoilers (inevitáveis) que vi alteraram em nada a minha emoção em relação à história.

A escrita do autor é tão boa, que nos leva a devorar as páginas, sendo resgatados para Londres e os tantos outros lugares citados.

É uma leitura para a qual vale a pena se entregar e se deixar levar.

"- Dexter, eu te amo muito. Muito, muito, e provavelmente sempre amarei. – Os lábios dela encostaram no rosto dele. – Só que eu não gosto mais de você. Sinto muito." (Página 206) 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Resenha: Beijada por um Anjo 4 - Destinos Cruzados, Elizabeth Chandler

Enfim, uma nova postagem depois deste feriado. O blog ficou alguns dias sem devido a eu ter ido viajar. Estou tentando manter constante a quantidade de postagens e coisas novas por aqui.

Hoje a resenha é do livro Destinos Cruzados, quarto livro da série Beijada por um Anjo.

Resenhas dos livros anteriores:
- Beijada por um Anjo
- Beijada por um Anjo 2: A Força do Amor
- Beijada por um Anjo 3: Almas Gêmeas


Autora: Elizabeth Chandler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 286
Ano: 2011
Nota: 3/5
Skoob


Sinopse: Um ano se passou desde que o namorado de Ivy, Tristan, morreu. De lá para cá, ambos seguiram em frente – Tristan para o outro lado da vida e Ivy para o doce e adorável Will. Agora, ela espera somente esquecer o horror do passado, deitar-se na praia com um copo de limonada e sair com seus amigos. Mas então, um acidente de carro põe fim à vida de Ivy. Enquanto ela flutua no além, se deparando com a vida que ela deixou para traz, Tristan a faz retornar a vida com um beijo apaixonado. Ivy acorda no hospital, cercada por Will e sua família, mas tudo o que ela consegue pensar é no amor que perdeu. Mas não são apenas as lembranças de Ivy que voltaram do passado. E dessa vez ela não tem certeza de que o amor possa salvá-la.

Embora Destinos Cruzados tenha me agradado mais que os outros três livros da série Beijada por um Anjo, ainda acredito que foi desnecessário uma continuação para a história. Em minha opinião, a autora queria apenas corrigir o final da primeira parte, porque não deve ter sido muito aprovado pelos fãs.

Nas férias de verão, Ivy viaja com Will e Beth para trabalhar na pousada da tia da amiga, em Cape Cod, e se distrair, pois a data do primeiro aniversário da morte de Tristan está próxima. Mesmo numa época para relaxar, várias coisas acontecem e trazem conseqüências à vida de Ivy e das pessoas à sua volta, inclusive em relação ao amor.

"Ivy parou, deixando a sua cadeira a alguns metros da dele e disse: - Lembrar-se pode ser tão doloroso quanto não ter lembrança alguma." (Página 73)

Confesso que peguei este livro para ler já pensando "Qual será a merda que a autora fez para tentar continuar essa história, hein?" Eu, pessoalmente, fiquei bem satisfeita com o final de Almas Gêmeas por ter sido mais realista, mas acho que muitas pessoas podem não ter gostado, pois o casal principal da trama é Ivy e Tristan.

Neste livro, a personagem Suzanne tem uma participação mínima e, ainda assim, à distância, mas em compensação, além dos principais, Ivy, Beth e Will, sem esquecer Tristan, temos personagens secundários novos e com participações legais.

A criatividade para a história existe, sim, tirando o fato de que achei um acontecimento muito parecido com outro no primeiro livro da saga. O livro estava me agradando, até chegar ao final que eu não consegui engolir. Gostei pelo fato de o livro ser mais focado nos humanos que em anjos, porque o tipo de anjo dessa saga não me agrada nem um pouco. E então, ao chegar ao fim do livro e entender o que ocorreu, acabei por me decepcionar e concluir que a autora quis forçar um pouco o enredo.

A escrita é leve, a leitura flui rapidamente e sem nenhum problema, o leitor consegue se deixar envolver pela história e gosto bastante da diagramação bonita que a editora deu aos livros da série. Porém, todavia, essa série passou longe de encher meu coração de amores.

"- Mas, Beth, não dá para sempre escolhermos como amar uma pessoa. O amor não é lógico nem justo. Simplesmente acontece." (Página 180)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Resenha: Beijada por um Anjo 3 - Almas Gêmeas, Elizabeth Chandler


Enfim, uma nova resenha no SB. Estou com essa resenha escrita desde novembro e, para acelerar o sorteio de Beijada por um Anjo 5, vim trazer ainda a do volume 3.

Se você não leu os livros anteriores, já aviso que há spoilers deles aqui, então não leia! Acho que não tinha como evitá-los.

Resenhas:
- Beijada por um Anjo
- Beijada por um Anjo 2: A Força do Amor

Autor: Elizabeth Chandler
Editora: Novo Conceito
Páginas: 260
Ano: 2010
Nota: 3/5
Skoob


Sinopse: Logo no início coisas muito terríveis acontecem com Ella (a gatinha de estimação de Ivy). O assassino de Tristan começa perseguir Ivy, que só assim volta a acreditar em anjos e passa a colaborar com ele para que possa salvar sua vida e ao mesmo tempo proteger também seu irmão. Em meio à vários acontecimentos ruins, Tristan se depara com um problema: se salvar Ivy isso significa que sua missão na terra está terminado?

Finalmente um livro dessa série que possa ser considerado bom, por mim, pelo menos. Almas Gêmeas, terceiro livro da série que inicialmente seria uma trilogia, poderia ser o ponto final de tudo, por isso, sinceramente, não sei de onde a autora tirou mais história para encaixar em outros dois livros seguintes.

Ivy volta à escola depois da suposta tentativa de suicídio, que, pelo menos, é o que todos acham que ocorreu na plataforma de trem. E, mesmo depois de ter se recuperado, coisas estranhas à sua volta, relacionadas a quem ama, começam a acontecer, seus pesadelos começam a ser mais freqüentes e misteriosos e, então, Ivy tenta entender o porquê de muitos acontecimentos. Mas para que tudo possa se resolver, ela precisa da ajuda de Tristan, seu amor.

Beijada por um Anjo e A Força do Amor, primeiro e segundo livros da série, foram apenas enrolação e historinha para encher páginas e vender, na minha humilde opinião crítica. Por isso, acredito que Almas Gêmeas seja o melhor, principalmente pelo fato de que as coisas que acontecem vão sendo resolvidas, investigadas e, enfim, finalizadas.

Elizabeth Chandler dá à história de amor de Ivy e Tristan um final muito bonito, além de um motivo bem interessante para que ele tenha acontecido. A série nos leva a ir adiante com a leitura devido ao mistério que acompanha os três livros, um mistério muito bem escrito e desenvolvido e que me prendeu às páginas da história ansiosa pela resolução.

Quanto aos personagens, desde o primeiro livro eu me apaixonei por Philip, irmão mais novo de Ivy que continua sendo um fofinho, já Lacey, a amiga anjo de Tristan, não me cativou com suas atitudes um pouquinho irritantes.

Acho que anjos são desnecessários na história em geral, já que ela gira em torno de um mistério que com eles nada tem a ver e que meros humanos podem ser capazes de resolver. Parece-me que a autora apenas envolveu personagens assim para despertar a atenção de leitores, porque, na época, “anjos na literatura” estava no auge.

Não espere uma graaaande história de amor entre anjo e humano, pois não é o que você encontra na série, talvez apenas no começo, no primeiro livro. Prepare-se para uma história de enrolação e mistério e que, mesmo assim, desperta uma curiosidade que não deixa você largar os livros até que tudo já se tenha resolvido.

"- Tente se lembrar – implorou Will por Tristan. – Você me viu na estação de trem.
- Você estava lá? – perguntou, surpresa.
- Sempre estive por perto para apoiá-la. Eu amo você!" (Página 37) 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Resenha: Easy, Tammara Webber

Autor: Tammara Webber
Páginas: 316
Nota: 5/5

Sinopse: Uma garota que acredita que confiança pode ser deixada de lado, promessas são feitas para serem quebradas, e a lealdade é uma ilusão. Um garoto que acredita que a verdade é relativa, as mentiras podem esconder uma dor insuportável, e a culpa é eterna. Será que quando se encontrarem eles vão validar suas conclusões, ou refutar todas elas? Quando Jacqueline segue seu namorado à faculdade que ele escolheu, a última coisa que ela espera é uma separação. Depois de duas semanas em estado de choque, ela acorda para sua nova realidade: ela está solteira, estudando em uma faculdade estadual em vez de um conservatório de música, ignorada por seu grupo de amigos, e quase repetindo uma matéria pela primeira vez em sua vida. Saindo para uma festa sozinha, Jacqueline é assaltada por seu ex-irmão de fraternidade. Resgatada por um estranho que parece estar no lugar certo na hora certa, ela não quer nada mais do que esquecer o ataque e a noite – mas seu salvador, Lucas, senta na última fileira de sua classe de economia, escrevendo em seu caderno e encarando-a. Quando seu atacante retorna,  Jacqueline  tem uma escolha: aceitar a derrota ou aprender a luta. Lucas continua protetor, mas ele está escondendo seus próprios segredos. De repente, as aparências são tudo, e saber em quem confiar não é nada fácil.


Easy, como Belo Desastre e outros diversos livros, fazem parte da categoria YA Mature, que é um livro teen porém um pouco mais adulto com situações de uso de droga, bebida e sexo.

Quando eu comecei a ler esse livro minhas expectativas estavam altas, vi muitas resenhas falando que Easy era tão bom quanto Belo Desastre, então decidi dar uma chance para ele. E eu não me decepcionei, Easy tem uma história linda de amor além de tratar sobre um tema bastante complicado e pesado, que é o estupro.

Jacqueline seguiu seu namorado para faculdade achando que eles ficariam para sempre juntos, porém depois de algumas semanas Kennedy termina seu namoro de 3 anos com ela. Jacqueline fica arrasada e depois de algumas semanas de choro e depressão sua amiga e companheira de quarto consegue convencer Jacqueline a ir a uma festa da fraternidade com ela, só que quando Jacqueline está saindo dessa festa ela é quase violentada por Buck, o irmão da fraternidade de seu ex, ela só consegue escapar porque Lucas um colega de classe, o impediu de acontecer.

E então é quando Jacqueline finalmente nota Lucas, que está na mesma classe de economia que ela, a qual ela está quase reprovando por falta. Mas, felizmente, Dr Heller, seu professor, a indica Landon, um tutor, para ajudá-la na matéria, Landon é incrivelmente charmoso e gentil, apesar de eles nunca se encontrarem pessoalmente e só se comunicarem por e-mail, ele intriga profundamente Jacqueline.

Já o romance entre Jacqueline e Lucas é simplesmente lindo, os dois passam por várias dificuldade no relacionamento e Lucas guarda um grande segredo dela. Mas o jeito que a autora desenvolve o romance deles é fascinante e viciante.

Os personagens são bem desenvolvidos e o romance não é algo rápido, como amor à primeira vista, mas sim detalhado e construído lentamente. Easy é um livro incrível que me prendeu da primeira página até a última.

A Editora Verus comprou os direitos de publicação de Easy, porém ainda não há nenhuma previsão de lançamento.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Resenha: @mor, Daniel Glattauer

Esta resenha está pronta há algum tempo já. Comprei @mor na Bienal do Livro de SP e estava ansiosíssima pela leitura do livro. Fiquei muito feliz em saber que a Suma de Letras lançará a continuação em maio. Confira a resenha!

Autor: Daniel Glattauer
Editora: Suma de Letras
Páginas: 184
Ano: 2012
Nota: 5/5

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. A cada dia, Leo e Emmi se sentem mais impelidos a marcarem um encontro. Após trocas contínuas de mensagens, está claro para ambos que o marido dela e as feridas emocionais dele não serão obstáculos para que marquem um encontro. O único obstáculo real é a insegurança de ambos quanto à transformação da fantasia em realidade. A expectativa é uma faca de dois gumes e a realidade pode não estar à altura. A tradição dos romances epistolares, compostos exclusivamente de trocas de cartas, é antiga na literatura ocidental. O primeiro livro com estas características, o espanhol Prisão de amor, de Diego de San Pedro, data de 1485. No século 18, o gênero se tornou popular, com clássicos como Ligações perigosas, de Choderlos de Laclos, Clarissa, de Samuel Richardson, e O sofrimento do jovem Werther, de Johann Wolfgang von Goethe. O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações. 


Relacionamentos virtuais: algo muito moderno e até que comum hoje em dia, não?

Um e-mail mandado por engano resulta numa bela história de sentimentos, ou, não sei até onde isso encaixa, de amor, entre Leo Leike e Emmi Rothner. @mor é um livro extremamente emocionante e intenso. Entre palavras, os personagens acabam se envolvendo de uma forma muito forte e bonita.

Hoje em dia não é raro ver pessoas com relacionamentos virtuais, tanto de amizade quanto amoroso. Quem é que, por acaso ou motivos até engraçados, como ser fã de uma série, ator, filme, gostar de um livro, e até entre a blogosfera, não tem sequer um amigo de outro estado? E, raro, mas não impossível ou difícil de encontrar, vemos também namoros virtuais alimentados por MSN, Facebook, Twitter e, o mais próximo possível, um sms ou uma voz ao celular. Quem vive ou já viveu um pouco disso tem uma facilidade maior de se emocionar na leitura do livro.

O livro inteiro é escrito apenas pelos e-mails trocados por Leo e Emmi, sempre indicando o tempo demorado para que fossem respondidos ou, simplesmente, para que fossem mandados outros. É rápido de se ler e sua escrita é coloquial, facilitando ainda mais o devorar do mesmo. A emoção fica entre as palavras, nos simples diálogos entre ambos.

Pude sentir o frio na barriga de cada um esperando o e-mail do outro, a ironia, grosseria e sentimentos expressos nas linhas de cada e-mail... Pude sentir a dor de querer e não poder ter um ao outro. Sensações e sentimentos esses trazidos juntamente com nostalgia. Peguei-me chorando no ônibus ao ler e sentir o amor entre eles.  Intenso, forte e muito (muito mesmo) lindo!

Por tamanhas emoções que me proporcionou, por eu ter me identificado bastante e me sentir vivenciando tudo aquilo, este livro mereceu ser favoritado.

"Alguém que tem um medo grave de encontros reais. Que precisa criar constantemente seus mundos fantasiosos, porque não consegue se orientar em ambientes concretos, vivos, palpáveis e reais." (Página 29)

domingo, 13 de janeiro de 2013

Resenha: Die for me, Amy Plum

Autor: Amy Plum
Páginas: 344
Nota: 3/5
Sinopse: Na Cidade das Luzes, dois amantes estão numa luta contra o destino, que pretende separá-los para o resto da eternidade. Quando os pais de Kate Mercier morreram num trágico acidente de carro, ela deixou sua vida para trás para viver com seus avós em Paris. Para Kate, a única forma de sobreviver à sua perda é escapando para o mundo de livros e arte parisiense. Até que ela conhece Vincent. Misterioso, encantador e devastadoramente atraente, Vincent ameaça derreter o gelo ao redor do cauteloso coração de Kate com apenas um sorriso. Conforme ela começa a se apaixonar por Vincent, Kate descobre que ele é um revenant: um morto-vivo cujo destino o força a se sacrificar várias vezes pela vida de outros. Vincent e os que são como eles estão envolvidos e uma guerra há centenas de anos contra um grupo de revenants do mal, que existem apenas para assassinar e trair. Kate logo percebe que se seguir seu coração ela poderá nunca mais estar a salvo.

Essa capa é tão bonita e a sinopse é tão misteriosa que quando vi esse livro pensei que seria uma ótima leitura, porém me decepcionei profundamente. Eu não sei se foi porque minhas expectativas estavam altas, mas Die For Me não me cativou nem um pouco.

A história e o mundo que a autora criou são bastante interessantes, porem a narrativa é extremamente cansativa, além de o livro quase inteiro ser parado e com pouca coisa realmente acontecendo.

Os pais de Kate acabaram de morrer e ela e sua irmã foram morar com seus avós em Paris. Kate por um bom tempo se isolou em casa sem ao menos por o pé fora dela, porém em um dia ela decide sair da depressão em que estava e procurar por algum café onde ela possa ler sossegada, e é em um desses cafés em que ela se encontra com Vincent. Logo de início Kate sabe que Vincent e seus amigos são perigosos mas depois de se esbarrar algumas vezes com ele, ela decidi ter um encontro com ele. Só que Vincent não é um humano normal, ele é um revenant, um morto vivo que esta destinado a se sacrificar várias vezes para salvar a vida de outra pessoa.

Talvez a morte de meus pais tenha me deixado com uma falta de instinto protetor e que era essa pitada de perigo que eu estava buscando. Ou talvez eu estivesse atraída pela vaga aura de desinteresse intocável que ele exalava. Talvez tudo que ele representava para mim era um desafio. Qualquer que tenha sido o motivo, ele era efetivo. Eu realmente gostava desse cara. E eu desejava vê-lo novamente. Noite, dia, eu não me importava. Eu estaria lá.

Kate é uma personagem bastante indecisa que não sabe o que realmente quer, e em algumas partes do livro, ela realmente me irritou. Vincent é um personagem bastante charmoso e gentil, porém os personagens secundários foram o que realmente roubaram a cena.  

Jeanne havia dito que ter me conhecido transformou Vincent. Eu dei a ele “uma nova vida”. Mas será que ele esperava que eu salvasse sua alma?

O que eu realmente gostei de Die For Me, foi o jeito que a autora desenvolveu o amor entre Vincent e Kate, não foi uma coisa rápida e instantânea, mas bem trabalhada e descrita.

Apesar de o livro ser um pouco lento e a narrativa cansativa, achei o mundo que Amy Plum criou fascinante o suficiente para querer ler o próximo livro, Until I Die.

Para quem se interessou pelo livro, a editora Farol Literário irá publicar Die For Me em julho. E os direitos de adaptação estão sendo negociados com The Gotham Group, uma produtora de filmes americana. 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Resenha: Um Lugar para Ficar, Deb Caletti

Autor: Deb Caletti
Editora: Novo Conceito
Páginas: 272
Nota: 4/5
Skoob

Sinopse: O relacionamento de Clara com Christian é intenso desde o começo e diferente de tudo o que ela já havia experimentado. No entanto, o que começa como um grande afeto rapidamente se transforma em obsessão, e já é muito tarde quando Clara percebe que as coisas foram longe demais e que Christian está disposto a fazer de tudo para ficar ao seu lado. Então, Clara parte da cidade e Christian fica para trás. Ninguém sabe onde ela está, mas, mesmo assim, Clara ainda luta para se livrar do medo. Ela sabe que Christian não vai permitir que ela suma tão facilmente. Não importa para onde ela vá, nunca será longe o bastante...


Sou uma apaixonada por romances, portanto não é muito difícil um livro desse gênero me prender. O tema de Um Lugar para Ficar é diferente dos já lidos por mim, e isso deu a ele um ponto a mais na ansiedade pela leitura.

O romance de Deb Caletti conta a história de Clara, que teve um relacionamento intenso e, ao mesmo tempo, perturbado com Christian, um lindo dinamarquês. Com muitas loucuras de Christian no namoro, Clara vai à outra cidade na intenção de se distanciar, porém, um medo nunca se vai facilmente. Entre segredos, medos e receios, Clara tenta levar sua vida o mais normal possível.

"Ele era aquele alguém de quem a gente tinha medo quando criança, um estranho. Nunca ninguém me dissera que um estranho poderia ser alguém conhecido." (Página 141)

Confesso que esperava algo diferente de Um Lugar para Ficar. Desde quando o recebi e li a sinopse eu pensava que a personagem seria mais madura e adulta, não uma garota de 17 anos, como já enjoei de ler por aí. Às vezes a gente cansa de personagens frágeis. Se bem que temos que ver também a situação na qual ela se encontra...

O livro é narrado em primeira pessoa, narração essa que, em até certo ponto, se divide em duas alternadas, Clara conta o que se passa com ela no presente em um capítulo e no seguinte sobre como as coisas aconteceram em seu namoro com Christian. No começo, a narração dessa forma nos deixa curiosos sobre o que vai ocorrer quando a história voltar a tal ponto, mas depois, já não é mais tão interessante; em minha opinião, o livro poderia ser dividido em partes 1 e 2, porém, isso não atrapalha o entendimento e andamento da história.

A escrita de Deb é muito agradável e o livro pode ser devorado facilmente. A história simplesmente nos envolve, por ser algo diferente e muito interessante, talvez até te lembre algum caso visto em noticiários, como lembrou a mim. Clara é uma personagem frágil, mas cativante, e em seu caminho aparecem outros personagens também muito agradáveis, como Finn e Annabelle. Além daquela curiosidade em saber o que aconteceu no namoro, há outro segredo que influencia muito a personagem e que junto desperta o nosso lado curioso.

O romance carrega em si um drama ou, talvez, seja até um drama que carrega um romance, o que seria mais provável. E isso leva aqueles que amam um belo suspense a amarem a leitura...

"Mas se o destino muda as formas, o amor muda também. Ele pode vir sob a mais perigosa das formas. É o dia mais maravilhoso e, logo em seguida, é o pior dos seus dias. É a sua esperança e o seu desespero. O claro e o escuro podem se alternar em extremos, na velocidade da luz, como um barco navegando num dia lindo, e, então, as nuvens se aproximam, o céu escurece, o mar enraivece e o barco se perde." (Página 45)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha: O Sonho de Eva, Chico Anes

Para começar bem 2013, a primeira resenha do ano é de um livro nacional do qual eu amei a leitura!

Autor: Chico Anes
Editora: Novo Conceito
Páginas: 304
Nota: 4/5

Sinopse: Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.

Um livro nacional com uma ótima qualidade internacional. Principalmente pelo tema científico abordado... Se você é amante de suspense, thriller e, assim como eu, é fã de Dan Brown, vai amar e se envolver bastante com a história de Eva.

Eva Abelar é uma cientista renomada, conhecida mundialmente por suas teorias e pesquisas sobre sonhos lúcidos. Ao final de uma de suas palestras, recebe a notícia de que sua irmã, Anna, pulou do 20° andar do prédio em que morava, e seu filho, Joachim, está desaparecido. Quando é convidada a assumir o lugar de Anna na empresa Yume, Eva passa a procurar pistas de onde estaria seu filho e qual o motivo da morte da irmã através de seus sonhos e conhecimentos.

“Vivemos mesmo nossas vidas ou flutuamos no infinito coma de Deus?”

O tema sonhos e a forma científica que Chico Anes usou para a escrita do livro me fizeram lembrar os livros do autor Dan Brown. A sensação de ficar me perguntando o que é real e o que é ficção quanto aos estudos dos sonhos e aos manuscritos envolvidos foi parecida com as sensações que tive em relação às leituras de Anjos e Demônios e O Símbolo Perdido. Fiquei muito feliz em poder sentir isso num livro nacional e, assim, perceber a qualidade e a dedicação com as quais ele foi escrito.

Já imaginou poder jogar enquanto dorme? A empresa Yume de entretenimento teve a genial idéia de desenvolver o DreamGame, uma tecnologia onde você pode jogar “vídeo game” através de sonhos lúcidos. Só que por trás de tudo isso pode haver algo muito perigoso e danoso aos seres humanos...

Eva é uma personagem muito bem desenvolvida, forte e corajosa, nela foram colocadas as características de uma mãe de verdade, que tem a coragem de enfrentar o que for preciso para encontrar o filho. Cada um dos outros personagens, principalmente Alec, Zed e Adhya, têm muita importância para a história, poucos foram usados apenas uma rápida vez e, por isso, seria muito extenso falar sobre cada um deles.

Com narrações alternadas onde os sonhos de Eva são contados em primeira pessoa e o restante em terceira, o livro tem uma escrita jovial que faz-nos devorá-lo rapidamente. A história é extremamente criativa e excitante, acredito que poderia ser aproveitada um pouquinho mais, mas, em nenhum momento, deixa a desejar.

Se você adora sentir uma mistura de emoções durante uma leitura e conhecer as coisas um pouco mais a fundo, este livro é para você. Euforia, ótimas sensações e conhecimento formam um belo conjunto em O Sonho de Eva.